quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Antártica Clássica 07


Antártica Clássica 07 (ainda sem internet suficientemente boa para postar fotos. Sorry!)
Dia 1 – 14/01/2012
Logo depois da última postagem não aconteceu nada de novo. Apenas aquela espera de sempre, com vento e frio lá fora, quentinho e comida aqui dentro do navio. Estou tentando controlar o garfo mas está difícil, muito difícil (rsrs). Comida boa tem esse problema.
E logo depois do almoço veio a notícia de que o vôo tinha saído de Punta Arenas. Movimentamos as bagagens dos passageiros para a praia e eu subi direto a pista de pouso. Eu iria recepcionar os passageiros chegando, em uma manobra bem apertada, pois tínhamos apenas 40 minutos para tirar todo mundo do avião e mandar os que estavam aqui. Manobra feita, zarpamos sem mesmo conseguir se despedir de casa pelo facebook (Saudades de todos!). O mar não estava para peixe e tentamos fazer um desembarque em Robert Island, com um swell considerável. Robert Island é uma ilha mais ao sul, parte das Shetlands, e cerca de duas horas de navegação de Frei. Nada feito! A tentativa terminou com todos os staff molhados e nenhum passageiro na praia. Voltamos para o barco e decidimos continuar navegando para a península, mesmo com as ondas fortes do estreito de Bransfield botando meio navio a nocaute. Valeu a tentativa. Foi um dia cansativo e dormi muitooooo.
Dia 2 - 15/01/2012 – navegando pelas ilhas da Peninsula.
Acordamos com um lindo amanhecer, céu azul e sem vento, ao largo da ilha Trinity. Como o tempo estava fantástico, Mariano decidiu por um passeio de zodiac em Foyn harbour. O lugar é um naufrágio da época de caça as baleias, lá pelos idos de 1920-1922, onde um navio carregado de óleo de baleia azul encalhou. Diz a lenda que ainda há cerca de 10 milhões de dólares em óleo de baleia ali nos porões. Encontramos dois veleiros atracados nos restos do navio, e com a água maravilhosamente clara, acabamos vendo vários pedaços antigos de madeira e ossos de baleia a cerca de 10 m de profundidade, espalhados por toda a área. O lugar é realmente um espetáculo.
Cruzeiro terminado, rumamos para Orne harbour, uma pequena enseada com uma rampa de gelo de uns 50 metros de altura, e vários pingüins bem no alto. A escalada ali é bem pesada mas a vista vale muito a pena. Aproveitei para instalar uns sensores de temperatura no local e aproveitar o vento agradável e o céu azul. Foram duas horas de passeio também inesquecível. Ao final, tocamos o barco na direção de baia Paraíso onde encontramos o navio Prof. Vavilov, da mesma companhia que o Ocean Nova, para troca de mantimentos e descarregar lixo (o navio é bem maior que o nosso). Trabalhamos mais de 1 hora entre o vai e vem dos zodiacs carregando material, atentamente observados pelos curiosos turistas. Ao final da faina, continuamos navegando pela baia Paraíso, bem próximo aos glaciers, para deleite de todos e muitas fotografias. A noite chegou com um novo rumo – canal de Lemaire.
Dia 3 - 16/01/2012 – Acordamos na passagem norte do canal de Lemaire e chegamos a entrar nele, mas as condições de gelo não permitiram nem mesmo terminar de cruzar o canal. A vista era maravilhosa, mas em termos de navegação, um pesadelo. Lá no final tivemos que dar meia volta em meio a blocos gigantes e seguir novamente rumo norte. Como o dia estava lindo, azul e sem vento, mais uma vez Mariano optou por descer os zodiacs e passearmos um pouco entre os blocos de gelo, focas e pingüins. Chegamos até a desembarcar em um pedaço de gelo, para fotos e um pouco de diversão. Fiz algumas medidas e a água se mantinha constante em 1 grau Centígrado, no limite da manutenção do gelo por ali. Passeio terminado, almoçamos e seguimos para Port Lockeroy. No caminho, encontramos um veleiro amigo fazendo uma filmagem e demos uma “palinha” no filme com o navio e ancoramos logo depois nas águas calmas de Port Lockeroy. Foi uma visita rápida mas proveitosa, que terminou com um churrasco em meio a um vento frio e mudança de tempo. O noite chegou com neve e frio, e nós – rumando novamente para norte com destino ainda incerto.
Dia 4 - 17/01/2012 – Atravessamos a parte norte do Estreito de Gerlache e o tempo piorou muito. Ondas realmente grandes fizeram o navio balançar bastante e metade dos passageiros ficou confinada em seus quartos. A idéia era parar em Hydruga rocks, que acabou sendo abortada pelas condições ruins.  Rumamos então para Deception Island com o mar batendo muito, mas com a certeza de que iríamos nos proteger dentro da ilha. Fizemos um landing pela tarde em Walers bay, com muito vento, frio e gelado, e encontramos duas barracas militares armadas próximo a base abandonada dentro da ilha. Eram fuzileiros ingleses fazendo medidas de maré e hidrografia, com o navio HMS Protector. O pessoal de praia estava mantendo a posição para geolocalização e também as medidas de maré. Aproveitei para instalar mais um sensor de temperatura na base, além de passear um pouco até que chegou a hora de subir abordo novamente. A noite foi fantástica com jantar especial de despedida e depois uma pequena festinha particular entre nós do grupo base. Muito divertido.
Dia 5 - 18/01/2012 – Tocamos a noite um pouco de mar e amanhecemos em Frei, com internet ruim, tempo encoberto e muito frio. Infelizmente o vôo de troca de passageiros já tinha sido cancelado na parte da manhã. Sobrou apenas uma visitinha rápida para os meus amigos pingüins de Hardley Island, onde acabei instalando mais um sensor de temperatura.
Por hora, ainda aguardamos notícias. Nada de vôo a tarde e aqui estou eu escrevendo enquanto os passageiros assistem Happy Feet. Mais notícias ao longo do dia.
Saudades de todos.
---- update: o tempo abriu mas me parece que perderam a janela de tempo e não houve voo. O que deve acontecer agora é que vamos dormir por aqui, e esperar que amanhã cedo haja voo.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Diário Antártico


Antarctica Classica – Dia 1 – 08/01/2012
Acordei cedo ainda para arrumar a mala e tentar de alguma forma colocar as roupas extras de frio dentro dela. Que operação difícil ! Fui a pé até o hotel, com a minha mochila nas costas e carregando alguns itens extras, de onde sairia o ônibus para o aeroporto. Os turistas dessa primeira viagem já estavam todos juntos esperando pelo embarque e o caminho até o aeroporto foi mais do que tranqüilo. O avião saiu pontualmente as 10h00 e tivemos um vôo tranqüilo sobre o Drake, pousando em Frei as 12hs com uma temperatura de 5 graus centígrados e um leve vento nordeste. O caminho até a praia foi sem incidentes e já ali comecei a reencontrar os conhecidos guias, além de algumas caras novas. Apresentações feitas, seguimos de barco para o navio e minha nova casa, pelo menos por 3 semanas ! desta vez estou dividindo a cabine com Christian, assistente de Mariano na expedição, no deck 3 bem na parte de trás do barco. Como vou dormir na cama de cima, tenho vista para a janela e o mar, como um grande quadro dinâmico que muda a cada momento.
Começamos bem – vento forte e ondas na saída da baia Nelson, o que colocou metade dos passageiros passando mal e vomitando.  Entramos rápido no estreito de Bransfield  para navegar a noite toda em direção a península. Eu terminei a noite discutindo a operação e meu trabalho com Diana e Mariano, principalmente onde eu iria instalar os meus sensores de temperatura – os tidbits. A idéia é que esses sensores registrem as principais mudanças na temperatura ao longo de todo o próximo ano. Além disso, já comecei a trabalhar na formatação do programa científico a bordo, uma de minhas tarefas aqui. Acabei dormindo com o computador no colo.
Dia 2 – 09/01/2012 – Já de manhã cedo ficamos parados frente de Mikkelsen mas o tempo parecia bom o suficiente para ir até Spert.  Excelente passeio de bote, entre os penhascos, com direito a icebergs fotogênicos por toda a volta. Mas, estamos na Antártcica e o tempo aqui é uma caixa de surpresas. Ele deu uma boa piorada, com vento e neve, descendo a temperatura para zero grau. Desembarcamos em Hydruga Rocks, um lugar cheio de pingüins e obviamente de guano fedorento, e muitoooo frio. Sorte que a maioria dos turistas pensou o mesmo e vários voltaram mais cedo. Foi um dia pra lá de cansativo e dormi pesado essa noite.
Dia 3 - 10/01/2012 – acordamos na entrada do canal de Lemaire, mas foi absolutamente impossível atravessar o canal por causa do gelo. Esse ano toda a parte sul da península está completamente tapada de gelo. Mudamos de rumo para South Point , mas o vento e a neve começou a ficar pesada. Resultado, Mariano decidiu de última hora ir para a baia Dorian que fica um pouco mais acima, meia hora apenas de barco. Chegamos com um vento forte de nordeste que empurrava muitas peças de gelo para dentro da baia e o desembarque foi impossível. Resultado – tivemos que dar a volta e entrar pelo meio de pedras grandes e cheias de guano de pingüim. Odor nem um pouco agradável ! Eu abri a fila junto com a francesa Agnes e seguimos juntos até o topo da pinguineira, para depois descer e abrir caminho até a cabana dos ingleses. Fiquei um pouco na pinguineira, ajudando os turistas que passavam ali, falando um pouco sobre o local, os pingüins, etc, até que desci para procurar um bom lugar perto da cabana para instalar um dos tidbits. Achei um bom lugar, em uma estrutura antiga de metal, provavelmente usada pelo ingleses para algum equipamento, e depois fechei a cabana com os últimos turistas, cerca de duas horas depois. Voltamos a bordo tranquilamente, aguardando o almoço, pois pela tarde iríamos para Port Lockeroy.
Consegui até tirar uma pequena soneca, e começamos o desembarque em Port Lockeroy as 15h30. Fiquei entre lá e cá (Jugla Point – perto da base, onde turistas visitam uma pinguineira) e Port Lockeroy, até que voltei um pouco mais cedo para o navio para trabalhar com Diana no plano científico. Na janta, o pessoal da base e mais tripulantes de outros dois veleiros se juntaram a nós para uma pequena festinha a bordo, e terminei indo dormir perto da meia-noite.
Dia 4 – 11/01/2012 – Acordamos de manhã entrando em Paradise Bay, em um dia com muitas nuvens baixas, vento forte e neve. Fizemos um passeio de Zodiac por dentro da baia, sem muito o que ver já que o tempo não estava ajudando nada. No máximo encontramos uma foca leopardo dormindo em uma placa de gelo e vimos uma parte da geleira se quebrar...nada mais sério. Coletei alguns pedaços de gelo para usar com o microscópio e fizemos a tradicional foto do grupo, dentro dos botes mesmo.
Depois do almoço seguimos para Neko harbour ainda com um tempo meio ruim, mas eu estava decidido a instalar um sensor no topo da geleira por ali. Mariano me designou para abrir a fila até o topo e fui subindo e marcando o caminho (chegando quase morto no topo !) para uma vista maravilhosa da geleira e da baia. Com o Tidbit instalado e local marcado, esperei mais turistas chegarem e um staff para começar a descer. Lá na praia, fiz uns arratos de plâncton e pegamos vários Harpaticoidas esverdeados, parecidos com pequenos camarões (e que agora esqueci o nome científico) com o intuito de mostrar para os turistas durante a reunião da noite. Foi com certeza um dia proveitoso. O por de sol foi inesquecível e apesar os convites para se juntar aos outros staffs no bar, fui dormir cedo porque meu cansaço agora começa a aparecer.
Dia 5 – 12/01/2012 Chegamos a Depcetion Island pela manhã, debaixo de um vento frio de mais de 80 km/h. Embora estivesse sol, o vento estava muito forte e a maré bastante alta. Mesmo como o frio, bravos e corajosos nadadores testaram o banho antártico – loucura total.
Depois seguimos para a Ilha Half Moon com um céu maravilhoso e quase sem vento (isso é antártica). Foi um final de tarde fenomenal.
Agora estou aqui sentado na frente da estação Frei tentando ter uma boa conexao de internet. Espero conseguir.
Saudades de casa.


sábado, 7 de janeiro de 2012

A última ceia em terra

Dia 2 - já começamos o dia trabalhando (e como !) com reuniões, idas a zona franca para comprar as últimas coisas para o embarque, mais trabalho, separação das botas dos passageiros, etc etc etc. Tive pouco tempo para entrar na net, mas vi rapidamente que o tempo parece estar firme com uma boa perspectiva para o domingo. Em princípio, estamos com plano de voo as 10 hs da manhã, o que é excelente.
Valeu o trabalho do dia todo só pela janta no magnífico hotel Nogueira. Cardápio: uma entrada de Centoias (o carangueijo gigante do Estreito de Drake), regado a uma boa cerveja de calafate. O prato principal foi filé de cordeiro (huuummmmmm) - triste ilusão que eu ia fazer regime aqui (he he).


Bem...agora é hora de dormir e amanhã estamos todos de pé as 6hs para briefing e organização do translado até o aeroporto.

SOUTHBOND - amanhã é o dia.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Trabalhando....

Dia 1...depois de uma boa noite de sono, o dia começou hoje com bastante trabalho. Escolhi as roupas especiais, assinei documentos importantes, reconheci firma, bla bla bla - trâmites burocráticos para meu embarque como cientista a bordo (lembrando que entrei no Chile com visto de turista !).

Aproveitei e dei uma olhadinha na meteorologia e me parece que no domingo teremos um voo tranquilo para o continente gelado (ou mais ou menos). Por hora, estou trabalhando no plano científico e já discutindo a temporada de 2012-2013 que será 3x maior que a deste anos. Amanhã vou ter uma reunião com meu parceiro chileno para discutir isso e outras coisas - trabalheira ! afinal, o documento é grande e complexo, com vários detalhes. O almoço foi sushi, aqui no escritório mesmo.

Enfim, passei o dia entre a rua (arredores) e o escritório, que tem como fundo a baia em frente a Punta Arenas e o canal de Magalhães.
Por sinal, encontrei por aqui o navio Ary Rongel, da Marinha do Brasil. Pelo visto ele está preso aqui no porto com problemas de máquina.

Agora já é final de expediente - são 9hs da noite por aqui e devo sair para jantar e dar uma relaxada. Uffa ! Amanhã, além das reuniões marcadas, tem a chegada dos passageiros que vão no voo de domingo, prova das botas (que são especiais para a Antártica, item muito importante para manter os pés secos e confortáveis), um coquetel de boas vindas, etc etc etc.
Hasta la vista.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Chile Bella Chile


...melhor continuar o relato das peripécias dessa viagem...
O voo até Santigo foi uma maravilha, a não ser por um pequeo detalhe: meu assento era o 43A e o avião só tinha 40 fileiras (!) pois é. Mágica ! Provavelmente o checkin estava configurado para outra aeronave. Fiquei feliz no momento achando que eu ia voar de primeira classe (já que o erro tinha sido deles), mas não - tinha um lugar sobrando ao lado de um chileno ue passou a viagem inteira fazendo Sudoku. Mas o voo foi ultra confortável e até assisti uns filmes que eu ainda não tinha visto. Legal - serviço de primeira com talher de metal e comida boa. Mas o cochilo que eu queria dar, nem veio.
Cheguei em Santiago 30 minutos antes do tempo e acabamos tendo que esperar na pista por uns 20 minutos. Acho que pegou a empresa também de surpresa pois não tinha ninguém no portão para receber o avião (parece até piada). Desembarque feito, mais 30 minutos esperando a bagagem e mais 30 minutos na fila para os cachorros da alfândega cheirarem sua mala. O Chile é bastante restritivo com a entrada de qualquer produto de origem vegetal ou animal. TODOS sem exceção são revistados e isso demora a bessa. Saí da aduana direto para o portão da rua, subi mais dois lances de escada e pronto - mochila despachada para Punta Arenas. Curioso apenas foi o fato da balança do aeroporto de Santiago ter dado dois kilos a mais na mala (15 no total - meu record). Mas tudo bem....estava livre para comer alguma coisa e fazer as devidas ligações para o Brasil, para dizer que cheguei bem. Infelizmente, acabei descobrindo que na espera de Guarulhos, eu mexi no meu modem e perdi uma pecinha de plástico ridicula, mas que segura o chip. O resultado é que fiquei sem internet ! A solução foi procurar algum restaurante para comer que tivesse internet, e então que fui no meu bom e velho Gastby, onde sempre faço uma boquinha no aeroporto daqui.

Comida escolhida - salada mista com camarões e guaca mole, com suco de framboesa, hummmmm.






Com a fome saciada e as notícias passadas a familia. Fique pouco em Santiago mas já me colocou em ritmo de viagem. Uma curiosidade apenas - eu viajei com uma camiseta preta do Museu de Micropaleontologia da UFF. Estava eu parado na frente do Gastby quando me chega um cidadão chileno falando comigo como se me conhecesse a anos, gritando "museeeeoooooo", e começou a me mostrar fotos de ovos de dinossauro, ossos e crânios que, segundo a lenda dele, ele sabia onde encontrar e poderia me providenciar os contatos (só rindo mesmo !). Me senti um traficante de fósseis. Consegui despachar o cidadão mas pelo menos fiquei com a informação do local onde tinha tantos espécimens.
Logo em seguida tomei o voo para Puerto Montt e Punta Arenas, sentadinho bem na frente e com vista privilegiada do lado esquerdo da aeronave, assim eu poderia acompanhar a cordilheira e lagos por aqui. A paisagem é deslumbrante, com picos nevados, glaciares, montanhas e vulcões (sim ! vulcões). Na foto dá para notar uma coluna de fumaça subindo de um pico gelado. Segundo a tripulação, é um dos muitos vulcões ativos da região.
Picos com neve (vulcões) perto de Puerto Montt
Campos de Neve perto de Torres del Paine
Fumarola saindo de um vulcão ativo.
Já quase chegando, depois da parada estratégica e Puerto Montt, sobrevoamos o parque Torres del Paine e os campos de gelo do Sul. Lindo lindo lindo. Mas com muito vento. Dava para ver os carneirinhos nos lagos e enseadas da região, e quando descemos em Punta Arenas, a coisa ficou feia. Vento lateral na pista e um pouso meio torto...mas deu certo. Em 20 minutos eu estava no saguão do aeroporto com a minha mochila e um taxi a minha espera. Dessa vez eles acertaram meu nome (hehe). E foi com uma grata surpresa que cheguei no escritório da empresa e encontrei Diana lá. Ela tinha recém chegado da Antártica. Fiquei passssmmoooo com a reestruturação da empresa, com um escritório maravilhoso e acomodações de primeira - muito melhor do que no ano passado (onde dormi em um sofá quando cheguei !).

Saimos para jantar no hotel Savoy e na volta mais uma vez atualizei a familia sobre meus passos, incluindo este texto. Agora o sono chegou e meus olhos estão pesados ! preciso dormir.

buenas noches a todos e hasta manaña.




...mais uma vez na estrada.

É diferente das últimas vezes. Não consegui ainda definir o que, mas é diferente. Não consegui dormir a noite embora tenha deitado relativamente cedo, por volta das 22h30, e com um  pouco de sono. Sai da cama pontualmente as 3h30 para um rápido escovar de dentes, roupa já separada no corpo e o último café na casa de minha mãe, sob os olhares suspeitos de Lili, que desde o dia anterior já desconfiava que eu ia viajar. Afinal, ela já está tão acostumada quanto eu, quando vê a mochila preta, que tem viagem pela frente. Só não queria ter tirado minha mãe da cama cedo, mas foi impossível.

De casa para o ponto de ônibus e duas horas depois eu estava já no aeroporto, com a mochila despachada para Santiago e procurando algo de útil para fazer. Tomei um café rápido, meio sem vontade de comer nada, e fiquei já na porta de embarque apenas aguardando a muvuca tradicional de viagem. Ou seja, tudo na maior normalidade como todas as vezes no passado, mas a sensação é diferente agora. 

No aeroporto, esperando o voo.

São 4 horas de voo para Santiago com 2h de diferença de fuso horário. Uma espera de mais duas horas e sigo para Punta Arenas em mais 4 horas de um voo lotado. Tudo bem que consegui trocar meu assento e pelo menos vou voar mais confortável, na janela, na frente, com vista para os campos de gelo do sul. Estou curioso para ver o estado do parque Torres del Paine quando sobrevoarmos a região, pois pelas ultimas notícias boa parte do parque tinha sido completamente destruida pelo fogo.....mais postagens hoje a partir de Santiago.